Mattheus Montenegro é punido pelo STJD por 15 dias após críticas à arbitragem
- 22/10/2026
Mattheus Montenegro, presidente do Fluminense, terá de cumprir 15 dias de suspensão por decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O caso foi definido nesta quinta-feira (22), quando o Pleno reviu o entendimento inicial sobre as manifestações do dirigente a respeito da arbitragem do confronto com o Flamengo pelo Brasileirão.
A punição foi aprovada pela maioria dos auditores após a Procuradoria contestar a absolvição concedida anteriormente. Com o julgamento encerrado na última instância da Justiça Desportiva, Montenegro não tem possibilidade de recorrer da decisão.
Presidente do Fluminense é punido por declarações após clássico
A manifestação que levou o dirigente ao tribunal ocorreu depois do Fla-Flu pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na ocasião, Montenegro criticou o trabalho de Rafael Klein, árbitro da partida, e de Daniel Bins, responsável pelo VAR, com questionamentos sobre decisões tomadas durante o jogo, entre elas a permanência de Erick Pulgar em campo.
A Procuradoria enquadrou o caso no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata de comportamentos considerados contrários à disciplina ou ao respeito exigido no futebol. No julgamento, o procurador-geral Marcelo Doval Mendes defendeu 15 dias de suspensão, sob o argumento de que as declarações do presidente foram além de uma avaliação técnica da arbitragem.
Tribunal rejeita argumento da defesa e confirma pena
Rafael Pestana, advogado de Montenegro, tentou preservar a absolvição e argumentou que as falas expressavam descontentamento com decisões que o Fluminense considerou prejudiciais, incluindo possíveis pênaltis não marcados e a falta de expulsão de um jogador do Flamengo. A defesa sustentou que o dirigente questionou a atuação dos árbitros, sem ultrapassar os limites de uma crítica esportiva.
O relator Maxwell Borges votou pela suspensão mínima de 15 dias, considerando que Montenegro cometeu uma infração, embora não tivesse histórico disciplinar e não tenha acusado os árbitros de desonestidade ou feito ameaças. Houve divergência: Luiz Felipe Bulus e Anderson Prezia defenderam uma advertência, mas os votos de Luís Otávio Veríssimo e Sérgio Henrique Furtado acompanharam o relator, mantendo a punição.
























